Bluetooth 2.0 + EDR

Mac addicteds,

Em matéria de Zeca Camargo no Fantástico veiculada há algumas semanas atrás, Tiago Ribeiro (ex-Apple Brasil) apresentou as tecnologias Bluetooth e Airport Extreme. Embora o nome da Apple não tenha sido sequer citado uma única vez, alguns produtos da “maçã” apareceram escancarados na telinha (o Powerbook G4 do Tiago e um Airport Express).

Será que podemos concluir que 2005 realmente será o primeiro ano sem fio do resto de nossas vidas?

De acordo com artigo do MacCentral (http://www.macworld.com/news/2005/02/09/bluetooth2/index.php), mais uma vez a Apple sai na vanguarda e lança um upgrade significativo da tecnologia Bluetooth nos novos PowerBooks G4.

O protocolo, que é recomendado para transferência de dados relativamente pequenos e corriqueiros, principalmente para a comunicação entre dispositivos de entrada e de saída de dados com o Mac (mouse, teclado, celular), teve sua taxa de transferência triplicada e, conseqüentemente, o tempo de latência (ou seja, de espera) foi dividido por três.

Mais uma vez, a história se repete: no já longínquo ano de 1998, quando a Apple decidiu eliminar as portas ADB, serial e SCSI de seus Macintoshes coloridos substituindo-as primeiro pela USB 1.0 e, logo depois, adicionou também a Firewire 1.0, ainda não havia periféricos, adaptadores e nem drivers suficientes para os novos padrões. E, só para variar, a aposta de Jobs deu certo: hoje, no Primeiro Mundo, praticamente todos os scanners, impressoras, multifuncionais, drives externos, câmeras digitais, camcorders, microfones digitais estéreo, etc. oferecem portas USB (agora 2.0) e Firewire.

Em 2001, a Apple começou a entrar no mundo wireless (sem fio) a partir do Airport. Pouco tempo depois, entrou em cena o Bluetooth.

O padrão Airport é mais utilizado para transferência de arquivos em redes domésticas e para fazer as músicas do iTunes serem compartilhadas entre mais de um computador ou até mesmo serem ouvidas através das caixas do microsystem da família. A PUCRS grava, edita, transfere e publica matérias dos estudantes de jornalismo para o webzine Cyberfam fazendo matérias com um iBook em pleno campus, fazendo os cortes necessários no iMovie ali mesmo, no pátio da universidade, e, finalmente, subindo os arquivos da rua para o servidor dentro do ATC FAMECOS.

Já o Bluetooth, que tem um alcance e uma freqüência de ondas diferentes, servem mais para desobstruir o espaço interno de uma workstation, eliminando fios. Teclados, mice, headsets e telefones celulares são os periféricos mais difundidos na atualidade com essa tecnologia.

Um exemplo fascinante do uso do Bluetooth é a utilização do aparelho celular como controle remoto para o software de apresentação Keynote 2.0 da própria Apple, que faz parte do pacote iWork: o palestrante não precisa de assistente e nem tampouco sentar-se e ir ao encontro do teclado e/ou do mouse para mudar de lâmina. Didaticamente, é uma mão na roda, pois mantém o pique da retórica, da oratória e do gestual, evitando pausas desnecessárias que quebram o ritmo do professor e dispersam a atenção do público.

De agora em diante, tudo indica que a diversidade de aparelhos Bluetooth e a quantidade de modelos (tanto Mac quanto PC) com Bluetooth 2.0 saídos de fábrica irão crescer cada vez mais.

Sem ser tecnófilo mas já sendo, mais um rol de facilidades para ampliarem ainda mais a nossa qualidade de vida através da MOBILIDADE.

Marco Andrei Kichalowsky

Editor-chefe do macnarama.com, é applemaníaco e trabalha com produtos Apple desde 1993. Foi presidente do Brasil Apple Clube durante 10 anos e colaborador da saudosa Macmania e sua herdeira MAC+ até o fim da revista em 2015.

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