Estudo diz que iPhone causa dependência

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford confirma o que muitos usuários de iPhone talvez já tivessem se dado conta: o smartphone da Apple pode causar dependência. O estudo foi realizado em uma amostra de 200 estudantes, sendo que 70{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} deles tinham o aparelho há menos de um ano.

Quando solicitados para avaliar o nível de dependência do iPhone em uma escala de um a cinco (sendo que o nível cinco significava dependente e o um, nem tanto), 10{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} dos estudantes admitiram total dependência do dispositivo, 34{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} se autoavaliaram na escala quatro, e apenas 6{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} disseram que não eram dependentes. Dentre aqueles que não se consideravam totalmente dependentes, 32{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} expressaram preocupação com a possibilidade de se tornarem um dia.

Um dado interessante foi como o iPhone se tornou parte indispensável no estilo de vida dos usuários: cerca de 85{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} dos proprietários de iPhone usam-no como relógio, 89{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} como despertador; 75{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} admitiram que dormem com o iPhone na cama e 69{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} informaram que eram mais propensos a perder a carteira do que o iPhone quando saíam pela manhã. Finalmente, muitos deles reconheciam abertamente que se sentiriam perdidos caso ficassem sem o apetrecho. Por outro lado, mais de 70{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} dos usuários entrevistados disseram que o iPhone os deixou mais organizados, enquanto 54{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} disseram que o aparelho os deixou mais produtivos.

Apesar dos resultados, Tanya Luhrmann, professora antropóloga da universidade, hesita em confirmar a dependência em iPhone seja patológica: “não acho que seja realmente uma doença. Acho que eles realmente gostam dos seus iPhones”.

[Via Folha Online]

Marco Andrei Kichalowsky

Editor-chefe do macnarama.com, é applemaníaco e trabalha com produtos Apple desde 1993. Foi presidente do Brasil Apple Clube durante 10 anos e colaborador da saudosa Macmania e sua herdeira MAC+ até o fim da revista em 2015.

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