Steve Jobs fala a revista Rolling Stone

São 5 anos sem Steve Jobs, que nos deixou em outubro de 2011. Para relembrar essa figura encantadora, resgatamos essa entrevista que Jobs deu para a revista Rolling Stone lá nos idos de 1994.

Ele ainda era o líder da NeXT, empresa que havia fundado depois de ser “chutado” da Apple, e mesmo em um dos momentos de baixa em sua carreira, mantinha uma confiança total no potencial ilimitado da computação pessoal.

Separamos algumas pérolas dessa incrível entrevista, que pode ser lida na íntegra aqui: http://www.rollingstone.com/culture/news/steve-jobs-in-1994-the-rolling-stone-interview-20110117 (em Inglês)

“Eu visitei o PARC [centro de pesquisa] da Xerox em 1979, quando eu estava na Apple. Esta visita, que muito tem se escrito, foi uma visita muito importante. Eu me lembro de ter sido apresentado a rudimentar interface gráfica de usuário feita por eles. Ela era incompleta, muito dela nem estava direito, mas o embrião da ideia estava lá. E em 10 minutos, pareceu tão óbvio que todo o computador funcionaria desse jeito algum dia. Você sabia disso com todas as partes de seu corpo.”

“Quando você pede para as pessoas saírem da zona de conforto, elas correm um risco. Então tem que ter uma recompensa grande para elas correrem esse risco ou então elas não vão fazer isso. O que aprendemos é que a recompensa não tem que ser uma vez e meia ou duas vezes melhor. Isso não é o suficiente. A recompensa tem que ser três ou quatro ou cinco vezes melhor para se correr o risco de pular para fora do quadrado.”

“Eles [Microsoft] conseguiram copiar o Mac porque o Mac parou no tempo. O Mac não mudou muito nos últimos dez anos. Ele mudou talvez uns 10 por cento. Era um alvo fácil. É incrível como levou dez anos para a Microsoft copiar algo que era um alvo fácil. A Apple, infelizmente, também não merece muita compaixão. Investiram centenas e centenas de milhares de dólares em P&D, mas muito pouco se tirou disso. Eles produziram quase nada de inovação desde o próprio Mac original.”

“A Apple é um produto de nicho, o Mac era um produto de nicho. E, no entanto, olha o que eles fizeram. A Apple é uma empresa de, o que, uns nove bilhões? Valia dois bilhões quando eu saí. Eles têm ido bem. Eu estaria feliz se eu tivesse uns 10{2924376de9395e8cfc15acd815d9baaef6b6fe70f0a6744e7eb0f6aa07a10724} do mercado de sistemas operacionais? Eu estaria feliz agora. Estaria muito feliz. E então eu iria trabalhar como louco para ter 20.”

Marco Andrei Kichalowsky

Editor-chefe do macnarama.com, é applemaníaco e trabalha com produtos Apple desde 1993. Foi presidente do Brasil Apple Clube durante 10 anos e colaborador da saudosa Macmania e sua herdeira MAC+ até o fim da revista em 2015.

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